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    @perfoartnews

    13/02/12

    Marina Abramovic, o filme, Ulay e a Verdadeira Performance?

    13/02/12 0

    Aos 65 anos, artista sérvia segue testando os limites de seu corpo




    BERLIM - Marina Abramovic já ficou nua; riscou um pentagrama em volta de seu umbigo com uma faca; permitiu que as pessoas usassem objetos como bem entendessem em seu corpo durante seis horas; ficou nua de novo, dessa vez deitada com um esqueleto; andou por 2.500 quilômetros da Muralha da China para dar fim a um relacionamento; passou três meses indo a um museu para simplesmente se sentar numa cadeira durante todo o dia e observar quem se sentasse em frente a ela; e se despiu por três, quatro, cinco, quantas vezes fosse preciso para sua obra.
    Todos os trabalhos que a tornaram reconhecida no mundo como a "avó das performances" foram realizados em nome da arte, a mesma arte performática cujo encontro com o cinema a trouxe para a 62 edição do Festival de Berlim.

    A artista, nascida em 1946 em Belgrado, na Sérvia (à época, parte da Iugoslávia), está na Berlinale para as sessões do documentário "Marina Abramovic — The artist is present" ("A artista está presente"), de Mathew Akers, incluído na mostra Panorama.

    O filme revela detalhes da rotina e das motivações de seu trabalho, tendo como ponto de partida a famosa exposição "The artist is present", que Marina apresentou no Museu de Arte Moderna (MoMA) de Nova York em 2010. Foi quando se sentou na cadeira para se comunicar sem palavras com os espectadores, além de reunir outros artistas para recriar algumas de suas apresentações mais famosas, como a "Imponderabilia", de 1977, em que ela e seu então namorado, o artista alemão Ulay, ficavam nus numa porta, para que as pessoas passassem por entre eles.

    Anteontem, num restaurante de Berlim, Marina conversou com O GLOBO sobre o filme, Ulay, a verdadeira performance e as dúzias de viagens que faz ao Brasil desde o fim dos anos 1980.

    André Miranda (O GLOBO): A senhora estava no Brasil há pouco tempo, não?
    Cena do documentário "Marina Abramovic - The Artist is Present"
    (2011), de Matthew Akers, exibido no Festival de Berlim Marco
    Anelli / Divulgação

    MARINA ABROMOVIĆ: Na verdade, eu vim do Brasil para cá, cheguei ontem (quinta-feira).E estou com um problema sério porque não tenho roupas para este frio que está fazendo em Berlim. No Brasil a temperatura era quarenta graus. Agora mal consigo sair na rua (risos).

    - E o que a senhora fazia no Brasil?
    Eu tenho uma longa história com o Brasil. Depois de terminar a performance em que andei na Muralha da China, em 1987, eu passei a me interessar pelas relações emocionais e físicas das pedras, da terra em que eu caminhei. O cobre, o ferro, os minerais, tudo isso traz uma sensação diferente. E eu queria que o público compreendesse esse tipo de experiência, mas havia um problema: na Muralha da China, foi a primeira vez que minha performance não foi visível para as pessoas. Então eu criei um novo corpo de trabalho que envolvia objetos transitórios. Aí, em 1989, fui ao Brasil para visitar suas minas. Fui para Serra Pelada, Minas Gerais, Santa Catarina, Marabá, a Amazônia, vários lugares, atrás de pedras que me permitiriam criar objetos de interação com o público. De 1989 a 1995, eu fui muitas vezes ao Brasil.

    - Desta vez a senhora foi novamente atrás das pedras?
    Sim. Depois da retrospectiva no MoMA (o Museu de Arte Moderna de Nova York), eu quis voltar àqueles minerais. Acho que hoje entendo mais e mais a energia que vem deles. Então reuni 35 caixas de pedras e as enviei para um museu em Milão. Elas farão parte de uma nova performance em que estou trabalhando. A ideia é que parte do público faça uma performance e a outra parte veja a performance dos outros. É uma proposta educativa para que as pessoas compreendam o que a arte performática realmente significa. Eu estou construindo objetos para as três posições básicas do ser humano: sentado, deitado e de pé. Já construímos, por exemplo, cadeiras bem altas em que os pés não tocam o chão, para dar um sensação diferente da gravidade, e que vão ficar por cima de pedras preciosas diversas. Cada pedra vai gerar um campo energético e oferecer um significado para quem estiver ali.

    - Mas, apesar de ter ido tantas vezes ao Brasil, a senhora nunca se apresentou lá.
    Não, é verdade. Mas ouvi dizer que a peça que eu fiz com Robert Wilson (dramaturgo americano que lançou em julho do ano passado, num festival de Manchester, o espetáculo “The life and death of Marina Abramović”, com participação da própria) vai ao Rio no próximo ano, talvez também para São Paulo. Mas não sei muitos detalhes sobre isso.

    - A senhora sempre pareceu muito empenhada em mostrar às pessoas o significado da performance. É esta também a ideia do documentário que está sendo exibido em Berlim?
    Este filme foi muito importante para mim. E eu radicalizei. Aceitei ter um microfone atrás de mim durante um ano inteiro. Eu não tinha privacidade, e é muito difícil você se expor completamente desta maneira. O sujeito da câmera tinha a chave do meu apartamento, aparecia às 6h e esperava eu acordar com a câmera no meu rosto. O ponto era mostrar para os espectadores como é séria e difícil a preparação para uma performance. Não é um entretenimento de merda como aquelas pequenas exibições em museus para as quais você é convidado o tempo todo. Performance é um negócio muito sério. Por isso, espero que o filme ajude as pessoas a entender o significado da performance, não apenas do meu trabalho.

    - É por isso também que, diferentemente de outros artistas, a senhora aceita que suas performances sejam reproduzidas?
    A performance é um arte temporal. Então, se não houver a reporformance, ela vai morrer. Vai virar uma foto morta num livro. É melhor que alguém repita uma performance do que não haja performance alguma. Mas meus colegas pensam diferente. Eles dizem que a performance é uma obra original que não pode ser reproduzida. Eles nunca dão os direitos para que outros façam. No meu caso, eu abro meu trabalho para jovens artistas performáticos, acho isso muito importante. Mas abro apenas os trabalhos que não tragam algum risco físico, porque não tenho como controlar as possibilidades de cada um.

    - Qual a importância do público para sua performance? Sua presença de alguma forma transmite força para sua arte?
    O público é tudo para mim. Mesmo se eu estiver numa palestra e perceber que alguém se levantou para ir no banheiro, eu fico prestando atenção até ele voltar. Se ele não voltar, para mim quer dizer que eu falhei. Cada uma das pessoas na plateia cria um diálogo de energia comigo. Eu pego a energia que vem do público, a transformo e a devolvo. É assim meu trabalho.

    - No filme, há uma cena em que uma moça tenta ficar nua antes de se sentar na sua frente no MoMA, mas é impedida e removida pelos seguranças. O que você pensou naquele momento?
    Foi tudo muito rápido, eu mal pude ver o que aconteceu. A questão é que as regras para aquela performance eram bem rígidas. Você não tinha permissão para fazer sua própria performance. Deveria apenas se sentar na minha frente pelo tempo que quisesse e interagir com os olhos. Era esta a ideia. Aconteceu de muitos artistas, não apenas aquela moça, tentarem ser percebidos ali no MoMA. É difícil conseguir exposição no mundo das artes, então qualquer oportunidade deve ser utilizada para mostrar seu trabalho. Eu entendo essa necessidade, mas naquele caso havia regras, e essas deveriam ser seguidas. Teve um cara que se vestiu igual a mim e propôs casamento. Foi meio louco, para muitos aquele momento era como se estivessem num palco.

    - Hoje, há uma ideia de que qualquer um pode fazer uma arte performática. Isso aparece muito no teatro, por exemplo.
    Antes, a performance e o teatro eram duas artes bem diferentes. Mas, hoje, os diretores de teatro levam tantas performances sérias para os palcos que pode-se dizer que há uma mistura. Se você pensar, por exemplo, em Pina Bausch e outros artistas incríveis, o trabalho deles em utilizar performances no palco é bastante interessante. A boa performance tem muita força para estar em qualquer lugar, no teatro, na dança, na moda ou cinema.

    - Mas é mais do que no teatro. Há pessoas protestando nas ruas que tratam o que fazem como performance. Há gente nas redes sociais que age como se aquilo fosse uma arte performática. É a mesma coisa?
    Não. Tudo depende do contexto. As redes sociais ou as performances nas ruas têm contextos diferentes da arte. Às vezes é político, às vezes é pessoal. Se um cara faz um pão, por mais que ele faça o melhor pão do mundo, ainda assim ele não será um artista. Será um bom padeiro. Mas se você faz um pão num galeria, aí sim você estará fazendo arte. O contexto muda tudo. Nos anos 1970, todo mundo dizia que fazia performance, mas era na verdade um monte de merda. Assistir à verdadeira boa performance é uma experiência que vai mudar sua vida.

    - No documentário, Ulay, seu namorado e parceiro de performances por quase uma década, fala em entrevista sobre o fim do relacionamento de vocês, de como ele engravidou a tradutora que os ajudava nas negociações para a performance na Muralha da China. Como a senhora lidou com o fato na época?
    A tradutora acabou se tornando esposa dele, mas eles já se separaram. Aquela não foi a única vez que Ulay fez aquilo. Nós ficamos nove anos juntos, e os últimos três anos foram bastante ruins. Eu o convidei para a retrospectiva no MoMA porque muito daqueles trabalhos nós havíamos criados juntos. Mas não somos amigos. Temos uma relação apenas ok. E Ulay não está bem, está com câncer. Ela está em Berlim e fiquei muito chocada com sua aparência ao vê-lo hoje mais cedo.

    - A senhora, por sua vez, está com 65 anos, continua fazendo performances que exigem muito da parte física e aparenta ter pelos menos 15 anos a menos. De onde vem toda essa energia?
    Uma das minhas avós morreu com 103, a outra com 116 anos. Eu sou uma espécie de soldada. Eu não bebo, nunca fumo, não uso drogas. Só faço exercícios, trabalho e vivo.

    - Talvez isso tenha vindo da disciplina imposta por seus pais, ambos heróis de guerra na antiga Iugoslávia. Como pessoas como eles lidavam quando você começou a se apresentar?
    Meus pais ouviam críticas nas reuniões do Partido Comunista, sobre que tipo de educação eles tinham me dado. E eles deram uma educação muito rígida mesmo, uma disciplina militar. Minha mãe ficava bastante irritada com as performances. Quando minha mãe morreu, eu lembro de ter ido a seu apartamento olhar suas coisas e ter achado um livro sobre meu trabalho em que ela tinha rasgado todas as páginas em que eu aparecia nua. Ela editou o livro para mostrar para os vizinhos, tirou umas 20 páginas.

    - A senhora se imagina velhinha, com mais de 100 anos como suas avós, ainda fazendo performances?
    Eu nunca vou parar. Só vou parar quando morrer. Eu quero muito descobrir os limites do meu corpo, quero saber o que vai acontecer. O Merce Cunningham (coreógrafo de dança americano, morto em 2009, aos 90 anos) sofria de uma artrite terrível e ainda se apresentava com as mãos e os joelhos. Quero isso para minha vida.



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    13/12/11

    Entrevista com o artista visual e performer Marcelo Gandhi.

    13/12/11 0

    Imerso na arte contemporânea

    http://tribunadonorte.com.br/noticia/imerso-na-arte-contemporanea/205612

    Yuno Silva - repórter

    Conectado com o mundo a partir de São Paulo, o artista visual e performer Marcelo Gandhi é daquelas pessoas que não rezam em cartilhas. Antes mesmo de se arriscar no 'sul maravilha', onde foi buscar maior valorização e alguma compreensão para seus trabalhos contemporâneos, o potiguar já ultrapassava as fronteiras de conceitos provincianos e seus trabalhos são protagonistas das mais diversas reações - tanto positivas quanto negativas.
    DivulgaçãoPROVOCAÇÃO: A vídeo-performance O Educador foi apresentada na bienal Deformes Corpos Colonizado, no Chile.PROVOCAÇÃO: A vídeo-performance O Educador foi apresentada na bienal Deformes Corpos Colonizado, no Chile.

    Nascido em Natal há 36 anos, formado em Arte Educação pela UFRN e envolvido com música, audiovisual, artes plásticas e performances até o pescoço, Gandhi faz questão de passar as férias na cidade para visitar a família e 'pegar uma praia'. Este ano, sua estadia no RN coincidiu com a realização da 3ª Semana de Artes Visuais do Departamento de Artes da Universidade Federal, da qual participou como palestrante e oficineiro. 

    Conhecido por ter opiniões contundentes, por vezes polêmicas, sobre os vários níveis do fazer e do consumir arte, Marcelo Gandhi está há quatro anos na capital paulista e lá busca reconhecimento para estabelecer-se como um legítimo nordestino que cria arte contemporânea. Dentro desse contexto a música está latente pois ele está canalizando todas as energias para as artes visuais e isso demanda dinheiro e tempo.

    Ganhador de prêmios e menções honrosas em Salões de Artes Visuais realizados em Natal, Gandhi foi revelado na edição 2006 do programa Rumos Itaú Cultural de Artes Visuais - quando expôs e ganhou bolsa para estudar por dois meses na paulicéia desvairada - e atualmente faz parte do catálogo Viewing Program, que reúne artistas do mundo todo. Iniciativa do Drawing Center, um centro de desenho contemporâneo de excelência em Nova Iorque, estar listado no catálogo já é meio caminho andado para participar das exposições organizadas periodicamente pela instituição norte-americana. "Eles sempre abrem editais, e estou nessa aguardando meu momento", informou o artista, que tira seu sustento exclusivamente da arte: ele vende desenhos feito em nanquim em duas galerias paulistanas (Arterix e Design Soma) e circula  pelo Brasil e América Latina desde 2009 com sua vídeo-performance "O Educador".

    A reportagem do VIVER conversou com Marcelo Gandhi para saber o que pensa o artista que vem se destacando dentro do cenário contemporâneo nacional. Duas coisas são certas: além de saber muito bem o que quer, sabe muito melhor o que não quer. O artista não brinca em serviço e, de seu ponto de observação privilegiado, lança comentários que traçam um panorama atualizado do que falta para Natal  deslanchar em termos de arte.

    Ele considera "O Educador" uma síntese desses questionamentos emergenciais e pulsantes. "Me inspirei na frustração como arte educador em escola pública, que é perseguido e recebe ameaça dentro de sala de aula. Essa experiência com educação foi o encerramento do meu ciclo aqui em Natal e 'O Educador' nada mais é que uma tiração de onda escancarada. Questiona os modelos, os  padrões... o que afinal é educação? A partir daí criei esse alter ego e situações para lidar com ele", explica. "Hoje a sala de aula é meu desenho, a dialética é minha performance. Preciso me colocar enquanto artista, pensador, enquanto propositor da realidade atual que estou vivendo e da qual faço parte".

    O artista já levou a vídeo-performance "O Educador" para Argentina, Chile, Brasília, São Paulo, Natal (enviou a vídeo-performance para o Circuito Body Arte), entre outros - quando não pode ir pessoalmente, manda o vídeo. "Essa questão do tempo e do espaço mudou com a internet, então não tem mais essa história de que isso ou aquilo é moderno ou vanguarda. A visão do mundo contemporâneo é o agora, é o agora que tem força", garante.

    Para Marcelo Gandhi, a arte precisa deixar de ser encarada como entretenimento para ser vista como um negócio. "Qualquer cidade avança na medida que percebem que economia está atrelada à educação, que por sua vez está atrelada à formação... é uma reação em cadeia. E nesse sentido São Paulo é uma máquina, funciona, a arte é vista lá com seriedade e move muita grana".

    De acordo com o artista, isso tem a ver com educação. "Como valorizar algo sem recursos nem vocabulário? Como um povo vai abstrair se ele não tem formação para se relacionar com o mundo a sua volta? É aí que entra a arte contemporânea. Ela é dialógica, contaminada, envolve pluralidade e diversidade. E não se trata de entender, o desafio é se manter imerso nessa contemporaneidade".

    Marcelo faz um paralelo entre as realidades de São Paulo com Natal e constata que o que falta é tão somente educação: "Vou continuar martelando nesse ponto. Nossa educação aqui é capenga, muito ruim mesmo, horrível, é utilizada como massa de manobra política para manter as pessoas no cabresto". E nem a UFRN escapa de suas críticas: "o Departamento de Artes, por exemplo, tem que assumir um bacharelado em Artes Visuais, é o pilar mais forte. A licenciatura tem que ser segunda opção. Os alunos ainda reclamam que continuam ouvindo o mantra de que não são artistas e sim professores. Que porra é um arte educador? O que é um professor de arte? Esse conflito existe desde que estava por lá em 1999 e até agora não sei o que é!"

    Gandhi diz que o Nordeste desconhece seu potencial, e que "o elefante não faz ideia do peso da pata. O NE ainda é um oásis, um ponto de fuga. Veja o caso Rafinha Bastos: ele está super queimado lá no Sul e quando vem pra cá fazer show fica na crista da onda. Ou seja, aqui ainda é o cano de escape para a sujeira do Sul. Se você se queimou em São Paulo, no Sul e Sudeste, vem pra cá. É meio que local pra passagem da bandidagem, da galera que está em decadência. Claro que tem o outro lado, de pessoas que se cansaram da correria e querem sair de lá em busca de mais tranquilidade".

    06/12/11

    CONVITE: Coletivo SOLARES estréia com "VÉU em SOLO, Sertão Central na Pinacoteca do Estado de 6 a 12 de dezembro, 2011

    06/12/11 0
     ♥... É HOJE! AMIG@ & AMORES... Cada presença é sentida e vivida... Virtual e Presencialmente... Desejamos fazer desse momento da abertura da EXPO, um belo e luminar momento de pARTilha... Nós, Coletivo SOLARES ~ "VÉU em SOLO, Sertão Central" convidamos para o Vernissage "VÉU em SOLO - Sertão Central", HOJE, 06 de Dezembro de 2011, às 19:30h na Pinacoteca do Estado (Palácio da Cultura), Praça 7 de Setembro, S/N - Centro Histórico de Natal/RN.

    ^C!V

    +INFO:

    Fragmento da Mosta! Estaremos em cartaz de 7 a 12 de Dezembro/2011 na Pinacoteca do Estado... 

    Coletivo SOLARES apresenta:

    "Sertão onírico, ao deparar-se com tua exuberância solar, não há olhar que não transborde. Do solo árido, brotando como juremas, a história se impõe à seca, esgueirando-se nas sombras, nas casas de taipa, na elegância brejeira do povo. Uma noiva errática vestida de sonhos: sertão feminino-masculino, híbrido. Que não cessa de escrever-se na poesia das pedras, do vento, dos cactos, da seca - nos mitos, nos votos, na fé. Na pele do povo, miríade de sentires: o sol, embora enrijeça, sensibiliza."


    EXTRA! EXTRA! @NovoJornalRN
    Leia+ / Pág. 5/PDF } http://novojornal.jor.br/edicaododia/Caderno_02.pdf

    Véu em Solo por Jota Mombaça:

    Véu em Solo, por meio da fotografia encenada, apresenta a trajetória existencial de uma noiva que erra pelo sertão em busca de si, de sua própria história. É um projeto artístico que pretende conectar um olhar poético contemporâneo à paisagem do Sertão Central, resgatando aspectos da memória da região, estabelecendo geografias afetivas e também suscitando o desenvolvimento artístico dos lugares de que se retroalimenta. Por meio da incorporação de narratividades artísticas às lendas do imaginário popular, o projeto enseja manter diálogo com a tradição, ressignificando-a e assim expandindo o repertório (capital cultural) do povo local.


     Making-off...
    Folder in Verso & reVerso... 


    VÉU em SOLO | Sertão Central

    Ensaio Fotográfico mostrando o universo masculino e feminino da mulher sertaneja dentro de um contexto surreal, cheio de sonho e psicodelia. Contamos sobre a força, a delicadeza e o drama desta mulher vestida de sonhos. "A NOIVA" é a figura que está representada nos cenários poéticos e geográficos de Lajes do Cabugi.

    Somos nove, em muitos, envolvidos neste projeto-expedição que chamei de "delirio". O caminho que trilhamos todos juntos, foi a dialética dessa expedição onde refletimos acerca da realidade do que vimos e vivemos, a partir de cada um de nós, nesta troca necessária que apura a alma. Um coletivo que somamos, e chamamos de "Solares". Nalva Melo

    } Coletivo SOLARES | Ficha Técnica:

    Concepção/Maquiagem: Nalva Melo
    Fotográfo: Flávio Aquino
    Atriz/Modelo: Civone Medeiros

    Texto/Making-off: Manú Albuquerque e Jota Mombaça
    Vídeo Making-off: Lara Dantas
    Direção de cena: Alê Gomes
    Figurino: Ricard8 San Martini
    Sonoplastia: Gabriel Souto

    Equipe de Apoio: Jefferson Martins, Daniele Gonçalves

    Apoio Logístico - Lajes/RN: Trilheiros da Caatinga (Leandro, Eudes)


     
    Civone Medeiros | 
     civonemedeiros@gmail.com | (84) 9144-1471
    Natal 
    /RN ~ Brasil

     

    --
    Postado por Blogger no nArEdE.com/CiVoNe em 12/06/2011 06:31:00 PM

    03/07/11

    E por falar em... CiVernética... Around the Web com Civone

    03/07/11 0
    "E POR FALAR EM SEXO... QUEM ANDA ME COMENDO... É O TEMPO!" (vivianemose) em #ProntoFalei! + http://naredecomcivone.blogspot.com/... 

    "E POR FALAR EM PERFIL... http://naredecomcivone.blogspot.com/2011/02/perfil… "COURAGE IS CONTAGIOUS" @NovoJornal...

    "E POR FALAR EM QUEM... http://twitpic.com/4vty5v "COURAGE IS CONTAGIOUS" #nAredecomCIVone...

    "E POR FALAR EM ANDRÓIDE... http://bit.ly/krnD6D #vIRADAnumTRAQUe

    "E POR FALAR EM ARBITRIO... http://twitpic.com/8i1b1 pois... "COURAGE IS CONTAGIOUS" #nAredecomCIVone

    "E POR FALAR EM ANONYMOUS... "COURAGE IS CONTAGIOUS" } http://t.co/CGWNnWP 

    "E POR FALAR EM n'AQUILO... http://bit.ly/keJnNV Escrituras Sangradas

    "E POR FALAR EM CAFÉ... http://www.cafesalao.com/... Domingo tem Circuito Ribeira com #CIVernÉtica... 

    "E POR FALAR EM CYBERARTs... http://bit.ly/joz2Rm 3/Julho #CIVernÉtica 18h no @cafesalao

    "E POR FALAR EM n'ISSUU... http://issuu.com/civonemedeiros… #nAredecomCIVone 

    "E POR FALAR EM ESQUINA(s)... http://bit.ly/jGXfp5 @RevistaPrea #Xananas 

    "E POR FALAR EM FOME... http://twitpic.com/3rb1ig #nAredecomCIVone #maslow

    "E POR FALAR EM TEMPO... http://substantivoplural.com.br/com-temporea #nAredecomCIVone #comTEMPOREA

    "E POR FALAR EM DAR... http://youtu.be/6ZEVJMHDTuw #nAredecomCIVone

    "E POR FALAR EM FORA... http://twitpic.com/3wgzjr #nAredecomCIVone

    "E POR FALAR EM CAÇA... http://youtu.be/_Nx7MTzmrcc #nAredecomCIVone

    "E POR FALAR EM LAVAGEM } LA VAI o INSETO Lavrar & Lavar DINHEIRO! http://bit.ly/ivyXDe "COURAGE IS CONTAGIOUS"

    "E POR FALAR EM QUASE... http://facebook.com/notes/civone-medeiros #nAredecomCIVone 

    "E POR FALAR EM CIRCO... TropaTrupe! http://twitpic.com/5jlyx6 #nAredecomCIVone

    "E POR FALAR EM CARONA... http://t.co/FvMsZGC #nAredecomCIVone

    "E POR FALAR EM SANGUE... http://t.co/5SpOnxE #nAredecomCIVone 

    "E POR FALAR EM AMOR"... http://t.co/6LYvPGi #nAredecomCIVone


    30/06/11

    Acontece #PERFORMARE - Circuito BodeArte de 4 a 9 de julho!

    30/06/11 0

    É com muita satisfação que convidamos a todos para participarem como ouvintes e apreciados do Circuito Regional de Performance BodeArte. O Circuito acontecerá de 4 a 9 de julho sempre a partir das 19h no Tecesol (rua Governador Valadares, 4853, conjunto Pirangi - antigo Coeduc) e apresenta em sua programação 6 dias de discussão, apresentação e apreciação de performance arte.

    Nos dias 4 e 5 de julho acontecerá a oficina teórico-prática "Diálogos Contínuos em Palcos Pós-Estruturados" que será ministrada pela Profa Dra. Naira Ciotti do Departamento de Artes da UFRN. Ainda há vagas! Para participar basta apenas mandar um e-mail para circuitobodearte@gmail.com com com "inscrição na oficina" como assunto e mandar as seguintes informações: Nome, Telefone, e um texto de cinco linhas sobre o que você conhece por Performance Arte. O valor da oficina é de R$30,00 e s inscritos receberão certificado de participação.

    Para o dia 6 de julho está programado um espaço para conversa com os artistas que apresentarão seus trabalhos no Circuito. Nos dias 7, 8 e 9 serão apresentadas Serão performances presenciais,  telepresença, exibições de vídeo, exposições de fotografia, instalações, e encenações.

    Os ingressos do Circuito BodeArte estão à venda por apenas R$ 5 por dia e com o pacote promocional de R$ 10 para os três dias de apresentação. Estaremos de plantão no Departamento de Artes da UFRN até sexta-feira pela manhã e pela tarde para a venda dos ingressos. É válido lembrar que, após esse período os pacotes de três ingressos por R$ 10 não estarão mais à venda e você poderá comprar sua entrada na hora do evento.

      Para mais informações sobre o Circuito BodeArte acesse: http://www.circuitobodearte.blogspot.com


    01/06/11

    [PERFORMANCELOGÍA] INTERCAmBIO/SOSTierra/011 arte accion en el IMPA sabado 4. los esperamos.

    01/06/11 0

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    Circuito BodeArte de Performance - Convite de Participação

    Convite para inscrição e participação de artistas Circuito BodeArte


    Circuito BodeArte é um evento voltado a performance arte que busca discutir, apresentar e pensar esse cenário num contexto latino americano e brasileiro, para tanto realiza um ciclo de palestras, oficinas, fóruns e apresentações de performances. O BodeArte é realizado em Natal, Rio Grande do Norte, e é produzido pelo Coletivo ES3, formado pelos performers potiguares André Bezerra, Chrystine Silva, Felipe Fagundes e Yuri Kotke.

    O Circuito BodeArte se torna em 2011, na sua terceira edição, um circuito regional de palestras, oficinas, exposições e apresentações no campo da performance arte, cujo intuito passa a ser não apenas propiciar espaços de apresentação de performance, e produzir e difundir conhecimento sobre esta, mas também mapear os cenários onde a performance é discutida promovendo um diálogo entre artistas de diferentes realidades. 
    Esse ano destaca a mudança de abragência de seu enfoque, buscando abarcar trabalhos em diversas linguagens artísticas (artes visuais, teatro e dança) que desenvolvam reflexões em seu interior sobre o campo da performance arte, reconhecendo-a e afirmando-a como parte de seus processos criativos. 
    Também é aberta no circuito a inscrição de registros de performances ou mesmo da realização de performances via telepresença, utilizando ferramentas como o Skype.

    As inscrições para participar do Circuito BodeArte estão abertas até o dia 20 de junho, e a ficha é simples e de rápido preenchimento. O evento acontece com palestras, oficina e fórum entre 04 e 08 de julho, e no dia 09 de julho o Festival BodeArte, com apresentações de performers de diversos estados do país. Seja você de onde for, apóie essa idéia e inscreva seu trabalho.

    Para você artista: 
    INSCREVA-SE! Acesse e siga já o blog do Circuito BodeArte e tenha acesso ao regulamento, ficha de inscrição e muito mais no endereço www.circuitobodearte.blogspot.com.

    Para você espectador, colaborador e/ou interessado:
    Siga o blog para ter acesso a programação de apresentações, palestras, oficinas e fóruns do Circuito BodeArte, assim como descontos e cortesias para o evento.

    *BodeArte: o nome brinca com o termo da língua inglesa, body art, e joga com essa perspectiva de um evento que se localiza no nordeste do Brasil. O bode é então uma figura crua, de couro duro, que suporta a fome e se alimenta de todo tipo de matéria, figura dionisíaca e marginal, animal-alimento-roupa da paisagem do nordeste.


    Contato (e-mail) 
    coletivoes3@gmail.com
    grupofacetas@gmail.com

    Contate-nos também através do blog: www.coletivoes3.blogspot.com

    Grato a todos os interessados e desinteressados
    Coletivo ES3 (André Bezerra; Chrystine Silva; Felipe Cabral; Yuri Kotke).


     
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